Tomo primeiro: do clericato evolutivo.
Conjecturas estruturais à parte, encontramos nas atividades socio-culturais corroboramento em favor da formação laico-religiosa em Estados heterodoxos - obviamente opiniões Bakuninistas de caráter popular visam a planificação estratificada empática e mutuamente por parte imediata do todo.
Inconclusivamente chegando ao ápice do dito movimento Dadaísta, tratados que tangem as atuais políticas estamentárias na organização letárgica pungentes aos meios de produção. Não obstante, parâmetros puramente semânticos deixam a desejar no tocante ao suprimento libidinal excessivo, inviabilizando a intelectualidade erudita elemento efêmero maquiador das atividades vestigiais; relêem-se traços 'devolutivos', tais como venustrafobia, erotomania e homossexualismo passivo.
Ou seja, homo sapiens que sapiens é o cacete.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
domingo, 6 de setembro de 2009
Não é engraçado, não é inteligente, não é confortável.
Eis que no princípio havia porra nenhuma. Exceto pelo dedo, pois, ora, havia de haver um dedo médio desde os tempos mais primórdios (quando nem primórdios nem tempo existiam). Dedo esse chamado Erl: Erl posteriormente viria a ter um chapéu daqueles de onde homens de olhar misterioso retiram mamíferos lagomorfos de pelagem alva. Falo de uma cartola, imbecil. Cartola.
Erl sentia-se só. O leitor há de convir que de nada vale ser um completo foda-se da cultura ocidental moderna sem ter para quem se mostrar. Foi após nada - quase nada existia, mesmo - que Erl resolveu inventar o crescimento canceroso de suas células, reproduzindo-se.
Dragões de Komodo fêmeas podem hoje gerar um filho macho por partenogênese e uma prole em ascenção surge daí. Foda-se.
- Resumindo, foi assim que o mundo surgiu e eu consegui comprar todos aqueles atuns dos quais lhe falei, Erl.
- Poxa, Erl, que homem de sorte, mecê!
- Ora, por qual motivo?
- Erl, disse-lho há pouco faz sete semanas: Não tenho conseguido vender o suficiente.
- Para ninguém, Erl? Dizem os maus cus que a sra. Erl anda a espreitar sua loja em busca de um suficiente.
- Erl, não me diga!
- Pois sim, Erl, digo-lho e repito-lho. Repolho.
- Que falácia, o tal do sufuciente anda guardado há mais de ano!
- Bem, Erl, sabe como é.
- Tô ligado. Não se fazem mais suficientes como antigamente.
- É mesmo; o sr. Antigamente definitivamente era perito por extremo ao fazer um suficiente decente.
- Decente?
- Sim, Erl. Não sabia?
- Erl, crês que não? Achei que proibidos tivessem sido os decentes.
- Só antigamente.
- Mas Antigamente é quem faz...
- Não, antigamente fazia-se. Suficientes decentes.
- Tudo está mais claro agora.
- Erl.

Understende?
Eis que no princípio havia porra nenhuma. Exceto pelo dedo, pois, ora, havia de haver um dedo médio desde os tempos mais primórdios (quando nem primórdios nem tempo existiam). Dedo esse chamado Erl: Erl posteriormente viria a ter um chapéu daqueles de onde homens de olhar misterioso retiram mamíferos lagomorfos de pelagem alva. Falo de uma cartola, imbecil. Cartola.
Erl sentia-se só. O leitor há de convir que de nada vale ser um completo foda-se da cultura ocidental moderna sem ter para quem se mostrar. Foi após nada - quase nada existia, mesmo - que Erl resolveu inventar o crescimento canceroso de suas células, reproduzindo-se.
Dragões de Komodo fêmeas podem hoje gerar um filho macho por partenogênese e uma prole em ascenção surge daí. Foda-se.
- Resumindo, foi assim que o mundo surgiu e eu consegui comprar todos aqueles atuns dos quais lhe falei, Erl.
- Poxa, Erl, que homem de sorte, mecê!
- Ora, por qual motivo?
- Erl, disse-lho há pouco faz sete semanas: Não tenho conseguido vender o suficiente.
- Para ninguém, Erl? Dizem os maus cus que a sra. Erl anda a espreitar sua loja em busca de um suficiente.
- Erl, não me diga!
- Pois sim, Erl, digo-lho e repito-lho. Repolho.
- Que falácia, o tal do sufuciente anda guardado há mais de ano!
- Bem, Erl, sabe como é.
- Tô ligado. Não se fazem mais suficientes como antigamente.
- É mesmo; o sr. Antigamente definitivamente era perito por extremo ao fazer um suficiente decente.
- Decente?
- Sim, Erl. Não sabia?
- Erl, crês que não? Achei que proibidos tivessem sido os decentes.
- Só antigamente.
- Mas Antigamente é quem faz...
- Não, antigamente fazia-se. Suficientes decentes.
- Tudo está mais claro agora.
- Erl.

Understende?
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
"O ato de fazer arte( sendo criar ou reproduzir, ou estudar ou enfiar no cu) preenche a palavra. E isso nos distrai profundamente, penso eu." - Guilherme Bertonzzin.
Dispenso comentários.
O Henrique Isoppo resolveu virar fotógrafo foda. Mimimi, ele faz isso só com uma câmera digital. Se alguém quiser doar uma canon pro dito cujo...
Çaca só:

Dispenso comentários.
O Henrique Isoppo resolveu virar fotógrafo foda. Mimimi, ele faz isso só com uma câmera digital. Se alguém quiser doar uma canon pro dito cujo...
Çaca só:

segunda-feira, 24 de agosto de 2009
É hora de variar o gosto musical, negada.
Comecemos com Aleksei Arkhipovsky. Russo (juro) das balalaika.
Aqui, Journey. Você conhece, só não sabe.
Músico judeu minimalista: Yann Tiersen
Bye bye bird, Sonny Boy Williamson II
No mais, mais nada. Beigos.
Comecemos com Aleksei Arkhipovsky. Russo (juro) das balalaika.
Aqui, Journey. Você conhece, só não sabe.
Músico judeu minimalista: Yann Tiersen
Bye bye bird, Sonny Boy Williamson II
No mais, mais nada. Beigos.
domingo, 16 de agosto de 2009
Eu realmente não tenho o que escrever aqui, hoje.
Mais uma do Yuri. "Mais uma", hah, como se fosse pouca coisa...
Mais uma do Yuri. "Mais uma", hah, como se fosse pouca coisa...
terça-feira, 4 de agosto de 2009
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Pois então...
Estive muito ocupado dormindo nas últimas semanas, então não pensei em nada pra escrever aqui (sim, me ocupei não pensando também. É bom.)
Minhas férias acabam segunda-feira, ou seja, agora que não tenho mais tempo, postarei regularmente. É.
Ou seja, vou apenas colocar aqui algumas imagens e vocês tratem de refletir acerca de. Fui claro? Obrigado.
Estive muito ocupado dormindo nas últimas semanas, então não pensei em nada pra escrever aqui (sim, me ocupei não pensando também. É bom.)
Minhas férias acabam segunda-feira, ou seja, agora que não tenho mais tempo, postarei regularmente. É.
Ou seja, vou apenas colocar aqui algumas imagens e vocês tratem de refletir acerca de. Fui claro? Obrigado.
terça-feira, 7 de julho de 2009
Correio maldito.
Oi, três coisas para hoje: Spaces, portifólio e calendário.
Foi nas distantes terras do Vimeo - um serviço de compartilhamento de vídeos que deixa o youtube no chinelo - que encontrei o Spaces.
Estava pesquisando por projetos de música experimental (experimental de verdade, não indies que não sabem tocar), quando vi o ícone de um vídeo com um sujeito tatuado e barbado tocando algo que eu suponho ser um acordeão de oito baixos. Foi então que abri.
Spaces é formado por dois amigos, nativos da Florida, residentes no Brooklyn (NY) - Franco Colon e Duke Ahrens. Eventualmente há participações de uma outra rapaziada*, mas enfim. Foi formado em 2008.
As composições soam atmosfericamente fodásticas, e alguém mais atento (ou maconhado) vai notar influências de algumas fases do Pink Floyd. Há músicas que remetem mesmo à trilha sonora do jogo Silent Hill (obrigado, Henrique, HAHA), e a idéia dos músicos é, mensalmente, divulgar uma nova track, teoricamente ligada às divulgadas anteriormente.
Antes que eu me esqueça, cada composição é acompanhada por um trabalho gráfico do artista James Sanford, amigo dos ditos cujos.
O projeto é no mínimo interessante e foda. O álbum com todas as faixas já divulgadas até agora chama-se Voyage está aqui, e o download pode ser pago. Pode, pois você determina o preço que quer pagar. Se não quiser pagar, baixe de graça - mas você vai querer pagar.
Falando em pagar, preciso de dinheiro. Criei um portifólio na interweb, mas dessa vez um portifólio ao mesmo tempo extremamente vagabundo e relativamente bem feito. Usei o TiltViewer.
Olha só.
No mais, tem esse calendário humano aqui, achei interessante. Pronto.
.................................................................................................................................................
*Pode parecer absurdo, mas não há bateristas no projeto. Você vai ouvir e duvidar, mas todas baterias foram tocadas em um teclado. Spaces também tem um Tumblr, aqui, e é bem interessante.
Preste atenção na faixa Descent. Vais pirar.
Oi, três coisas para hoje: Spaces, portifólio e calendário.
Foi nas distantes terras do Vimeo - um serviço de compartilhamento de vídeos que deixa o youtube no chinelo - que encontrei o Spaces.
Estava pesquisando por projetos de música experimental (experimental de verdade, não indies que não sabem tocar), quando vi o ícone de um vídeo com um sujeito tatuado e barbado tocando algo que eu suponho ser um acordeão de oito baixos. Foi então que abri.
Spaces é formado por dois amigos, nativos da Florida, residentes no Brooklyn (NY) - Franco Colon e Duke Ahrens. Eventualmente há participações de uma outra rapaziada*, mas enfim. Foi formado em 2008.
As composições soam atmosfericamente fodásticas, e alguém mais atento (ou maconhado) vai notar influências de algumas fases do Pink Floyd. Há músicas que remetem mesmo à trilha sonora do jogo Silent Hill (obrigado, Henrique, HAHA), e a idéia dos músicos é, mensalmente, divulgar uma nova track, teoricamente ligada às divulgadas anteriormente.
Antes que eu me esqueça, cada composição é acompanhada por um trabalho gráfico do artista James Sanford, amigo dos ditos cujos.
O projeto é no mínimo interessante e foda. O álbum com todas as faixas já divulgadas até agora chama-se Voyage está aqui, e o download pode ser pago. Pode, pois você determina o preço que quer pagar. Se não quiser pagar, baixe de graça - mas você vai querer pagar.
Falando em pagar, preciso de dinheiro. Criei um portifólio na interweb, mas dessa vez um portifólio ao mesmo tempo extremamente vagabundo e relativamente bem feito. Usei o TiltViewer.
Olha só.
No mais, tem esse calendário humano aqui, achei interessante. Pronto.
.................................................................................................................................................
*Pode parecer absurdo, mas não há bateristas no projeto. Você vai ouvir e duvidar, mas todas baterias foram tocadas em um teclado. Spaces também tem um Tumblr, aqui, e é bem interessante.
Preste atenção na faixa Descent. Vais pirar.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Falo muito mal das coisas. Vamos falar um pouco bem delas, hoje. Enquanto der.
Vamos começar com música: cansado dos mesmos LPs antigos que seu tio guarda no porão, ou na casa da sua avó, ou dos que você sempre vê pelos sebos da vida? Não? Foda-se, continue lendo, esse não é o ponto, mesmo.
Essa é uma recomendação ÓTIMA, mas se você não amar, enfartar e sentir um bebê cefalópode saindo pela sua garganta, vai odiar. Como cagar tijolos. Quem cagar tijolos é um bobão.
Aposto todo meu suco pancreático que você nunca ouviu falar de bandas de folk norueguesas, como Folque. Nunca ouviu falar de hard/prog finlandês (Rokressio, já? Não.). Tudo das décadas do amor livre, drogas livre e rock livre. E da falta de banho e corte de cabelo livres as well.
Pois é, esses caras eram mais felizes, garanto. Já que não é muito bem visto nos drogarmos, cultivar maçãs em comunidades big love independentes e, menos ainda, não tomar banho, nos restou ao menos a música que esse povo porra louca fazia. E é exatamente por esse ponto que o Sr. Vicente Adeodato virou meu ídolo (não que eu faça idéia de quem ele seja), mãns, ele é foda. Bastantão assim, ó:

Tá. O que ele faz? Ele põe para download, gratuito, de qualidade, o audio de LPs (CD é coisa de boiola) de bandas que tavam aê nessas carne, brota, antes de tu nascer. Há discos raros, há discos extremamentes conhecidos, mas após 2 semanas explorando aquela budega, não me decepcionei com nada. E ele continua fornecendo-nos novidades, no mínimo semanalmente. Sim. Entre e baixe, e ouça. É bem aqui. Recomendo Flax.
Já fiz a boa ação de hoje.
Bom, ficam aí 2 "trabalhos" meus e uma obra do Yuri. Pra equilibrar, sabe, mais de uma foto do guri por postagem é injustiça.
Vamos começar com música: cansado dos mesmos LPs antigos que seu tio guarda no porão, ou na casa da sua avó, ou dos que você sempre vê pelos sebos da vida? Não? Foda-se, continue lendo, esse não é o ponto, mesmo.
Essa é uma recomendação ÓTIMA, mas se você não amar, enfartar e sentir um bebê cefalópode saindo pela sua garganta, vai odiar. Como cagar tijolos. Quem cagar tijolos é um bobão.
Aposto todo meu suco pancreático que você nunca ouviu falar de bandas de folk norueguesas, como Folque. Nunca ouviu falar de hard/prog finlandês (Rokressio, já? Não.). Tudo das décadas do amor livre, drogas livre e rock livre. E da falta de banho e corte de cabelo livres as well.
Pois é, esses caras eram mais felizes, garanto. Já que não é muito bem visto nos drogarmos, cultivar maçãs em comunidades big love independentes e, menos ainda, não tomar banho, nos restou ao menos a música que esse povo porra louca fazia. E é exatamente por esse ponto que o Sr. Vicente Adeodato virou meu ídolo (não que eu faça idéia de quem ele seja), mãns, ele é foda. Bastantão assim, ó: 
Tá. O que ele faz? Ele põe para download, gratuito, de qualidade, o audio de LPs (CD é coisa de boiola) de bandas que tavam aê nessas carne, brota, antes de tu nascer. Há discos raros, há discos extremamentes conhecidos, mas após 2 semanas explorando aquela budega, não me decepcionei com nada. E ele continua fornecendo-nos novidades, no mínimo semanalmente. Sim. Entre e baixe, e ouça. É bem aqui. Recomendo Flax.
Já fiz a boa ação de hoje.
Bom, ficam aí 2 "trabalhos" meus e uma obra do Yuri. Pra equilibrar, sabe, mais de uma foto do guri por postagem é injustiça.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Juro pelo alfaiate que o texto estava mais engraçado e com um final no caderno.
Tinha esse quarto vazio, com uma porta trancada e uma janela pequena grande demais para um gato preto e pequena demais para um gato branco. Dava pra ver o que tinha lá fora: umas plantas - já vamos falar delas. Com a parca luz que entrava pela janela, via-se uma ampulheta velha e grande, provavelmente marcava já seis mil cento e cinco dias. Ao lado, uma faca de dois gumes, e ao lado um ser.
A chave que trancava a porta tava há uns... põe aí, meio metro acima da porta.
E olha só: tinha também umas plantas do lado de dentro do quarto, poucas iam contra o fototropismo. Aliás, esses seis mil cento e cinco dias, tiveram vinte e cinco horas de noite cada.
O Ser ficou meio confuso quando acordou justamente por causa da luz que entrava. Ficou bastante surpreso; não sabia se devia ter medo do dia, nunca tinha estado em um. Pelo menos agora ele via os ratos que o roíam pela noite prorrogada por seis mil cento e quatro dias. Eita, cada bicho feio e nojento.
Durante algumas horas, o Ser não chegou perto da luz. Preferiu ficar pensando sobre ela, até que chegou a uma conclusão brilhante, digna de um Nobel:
Tinha esse quarto vazio, com uma porta trancada e uma janela pequena grande demais para um gato preto e pequena demais para um gato branco. Dava pra ver o que tinha lá fora: umas plantas - já vamos falar delas. Com a parca luz que entrava pela janela, via-se uma ampulheta velha e grande, provavelmente marcava já seis mil cento e cinco dias. Ao lado, uma faca de dois gumes, e ao lado um ser.
A chave que trancava a porta tava há uns... põe aí, meio metro acima da porta.
E olha só: tinha também umas plantas do lado de dentro do quarto, poucas iam contra o fototropismo. Aliás, esses seis mil cento e cinco dias, tiveram vinte e cinco horas de noite cada.
O Ser ficou meio confuso quando acordou justamente por causa da luz que entrava. Ficou bastante surpreso; não sabia se devia ter medo do dia, nunca tinha estado em um. Pelo menos agora ele via os ratos que o roíam pela noite prorrogada por seis mil cento e quatro dias. Eita, cada bicho feio e nojento.
Durante algumas horas, o Ser não chegou perto da luz. Preferiu ficar pensando sobre ela, até que chegou a uma conclusão brilhante, digna de um Nobel:
"Grandes merda."
Foi logo àquela faca bigomada - se a palavra não existir, o problema não é meu -, nunca tinha manuseado aquela porra sem se cortar. Depois de mais algumas horas praticando conseguiu ao menos não arrancar os dedos. Nas pontas dos pés, o Ser olhou pela janela, finalmente. Teve que cortar com a faca algumas plantas pegajosas, embora algumas estivessem muito bem, saindo. Essas o Ser deixou, gostava delas.
Olhando pra fora, viu primeiro o que chamamos de horizonte - o ser nem sabia o que era, então não esquenta. Demorou foi pra notar uma flor branca (era uma margarida, mas ele não sabia também o que diabos era uma margarida.) que o deixou hipnotizado. Deu um barato que só vendo.
Passou mais muitas horas olhando, sentindo que deveria colhê-la. Aliás, colher não, porque colher mata. Pelo menos olhá-la mais de perto. Claro, teria de sair do quarto, primeiro.
Nunca havia se dado conta da chave, até então. Estava pendurada lá desde os tempos mais primórdios, sabe-se lá quando foi isso. Foi antes da copa de noventa e oito, provavelmente.
Durante um ano inteiro, o Ser pulou, comeu ratos, admirou a margarida e jogou a faca para cima, tentando trazer a chave abaixo. Tava cansado, o bicho, quase desistindo. Qual era o problema com o quarto, afinal?
As plantas pegajosas e ratos estavam lá dentro e a margarida e o sol lá fora, esse era o problema.
E o Ser parou de me contar a história bem por aí. Ele me disse que conta mais daqui seis meses.
Olhando pra fora, viu primeiro o que chamamos de horizonte - o ser nem sabia o que era, então não esquenta. Demorou foi pra notar uma flor branca (era uma margarida, mas ele não sabia também o que diabos era uma margarida.) que o deixou hipnotizado. Deu um barato que só vendo.
Passou mais muitas horas olhando, sentindo que deveria colhê-la. Aliás, colher não, porque colher mata. Pelo menos olhá-la mais de perto. Claro, teria de sair do quarto, primeiro.
Nunca havia se dado conta da chave, até então. Estava pendurada lá desde os tempos mais primórdios, sabe-se lá quando foi isso. Foi antes da copa de noventa e oito, provavelmente.
Durante um ano inteiro, o Ser pulou, comeu ratos, admirou a margarida e jogou a faca para cima, tentando trazer a chave abaixo. Tava cansado, o bicho, quase desistindo. Qual era o problema com o quarto, afinal?
As plantas pegajosas e ratos estavam lá dentro e a margarida e o sol lá fora, esse era o problema.
"Bora tacar essa porra pra cima", pensou. E continuou.
E o Ser parou de me contar a história bem por aí. Ele me disse que conta mais daqui seis meses.
...................................................................................
Mimimi's a parte, estou com fome.
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